18/06/2008

desenho livre

at hometown.aol

passo pela vida como quem toca as teclas de um piano
ora de leve. ora com a intensidade que a pauta me impõe

mas sou eu quem escreve a sinfonia

sou autora da música que toco para todos os ouvidos
ou para toda a surdez. tanto me faz

os rios correm para o mar. eu para a morte
mas os rios e eu circulamos encostas

fazemos desenhos na terra

desenhamos livre. despenhamo-nos. corremos
manso. pelas planícies sonhadas e as reais


nada me trava o curso a não ser o meu fim
nada trava os meus rios a não ser a fusão

desejada

com a imensidão cheia de segredos. meus. deles. do mar
do nosso amado mar


que também não dá contas a ninguém
enfurece-se e inunda. ou dá paz ao olhar. numa praia. de inverno


à minha hora. a caminho da noite. a caminho do sonho. sem dormir

8 comentários:

alice disse...

não sei se aqui fala do mar da terra se do mar da alma. foi bom reencontrá-la, madalena. um beijo.

mateo disse...

Que ritmo!
Rema, Madalena, rema!
beijo.

bettips disse...

o meu rio e o teu rio
a música que se aquieta às vezes.
A "selecção" sou eu que a faço, de amigos a quem respondo, invariavelmente, conhecendo-os há tempos.
O resto... p'rás malvas vai!
Bjinho

della-porther disse...

Só agora consegui ler-te. Depois explico essa demora. Espero que tudo esteja melhor.
Beijos de sua afilhadinha saudosa.

della

gabriela rocha martins disse...

repousar nas tuas águas

e aqui ficar

serena mente

enquanto o rio corre para o mar
o teu

porque o meu transborda a juzante

e jamais correrá para o mar.......



.
um beijo ,quemadre

madalena disse...

Obrigada a todos, Amigos. Como já disse antes, nada do que escrevo me agrada, por enquanto.

Mas não dou a alegria a ninguém de parar de escrever.

Afinal, não é ao acaso que só escrevo em blogs (individuais) . :)

Bjs

Xavier Zarco disse...

nada me trava o curso a não ser o meu fim
Madalena Pestana

a ponte é o silêncio das mãos
o útero da vertigem
por onde nasce o esboço de um voo

sobre a ponte nego o voo
enquanto adormeço o rosto
nas frágeis águas cativas

no côncavo das mãos
como um olhar que inventa um novo dia
um olhar que se liberta em cada dia


Xavier Zarco

Madalena disse...

Curioso, não costumo reler nada e perdi este comentário.

Peço desculpa, Xavier. Valeu a pena seguir um rasto. :)

Obrigada pelo que aqui deixou.

Abraço.