03/11/2008

o vestido

James Martin Oliver Wardell



as palavras insistem em não me abandonar.

perseguem-me como a terra segue o sol mas sem carência disso

por pura crueldade.


deito-me rio e acordo no Mar

mergulho e ergo-me ao lavar-me delas.

pois se as não sei usar para que me seguem e se colam à pele como um vestido velho?



se ao menos fossem estrelas...

8 comentários:

claras manhãs disse...

Depende do ponto de vista de cada um.
Para mim, pela sua mão, são muitas vezes estrelas

Lmatta disse...

Lindo gostei
beijos

Teresa Durães disse...

se nos seguem o melhor é mesmo escrevê-las!

Bartolomeu disse...

Gostei, aforma humilde como vestes as palavras. Vestido velho que se renova em cada letra tecida.
;)
Bartolomeu

Madalena disse...

:)

Desculpem mas eu preferia que elas me deixassem em paz e hoje, particularmente hoje preferia nem lhes saber o significado.
Ah que salutar deve ser a ignorância!

beijos.

Oliver Pickwick disse...

Cortante como fio de navalha alemã. Porém, mais poético, impossível!
Parabéns pela linguagem primorosa!
Um beijo!

gabriela rocha martins disse...

'co diabo!
belíssimo TEXTO

cada vez escreves melhor ,( como se isso fosse possível ) é verdade

e ,por favor ,deixa as palavras seguirem.te



.
um beijo

Madalena disse...

Obrigada Oliver e Gabriela. A sorte (para eu não me babar) é não levar muito a sério elogios. Coisas de infância sem eles. :)

Bjs