27/09/2008

poema zero

photo by Pascal Renoux

abre-se o dia


desperto com ele. não me abro


fico em mim. com as palavras


sin.co.padas



hoje o dia abre por ti


fico-me pelo silêncio


aceno uma flor


ao sol


penso-te ______________ pão paz e terra


respiro a manhã. sem ti


abre-se o dia



uma flor



que se desfolha


nas mãos ansiosas do tempo


e uma palavra. não escrita



poema zero




parto toda

toda a vi.da______________ ainda a meio

de saber


o que é real do que vivi


13 comentários:

maria josé quintela disse...

um dia que abriu de forma diferente!




um abraço.

Madalena disse...

Porque era sábado, Maria José...

Obrigada. Bom Domingo. :)

TCHI de Tchivinguiro disse...

Como será o poema um, depois deste exclusivo e entranhado poema zero?

Gostei.

Beijinhos.

claras manhãs disse...

Mas como é bom quando se começa um dia assim!


Eu escrevo, Madalena, prosa.
Não sou poeta, infelizmente

Madalena disse...

TCHI de Tchivinguiro, Claras Manhãs, obrigada por terem a paciência de me ler. :)

Boa semana.

Madalena

Teresa Durães disse...

confundem-se os sonhos com realidade?

aDesenhar disse...

dedico-te a segunda feira com uns versinhos à moda antiga,
mas desapareceram do teu blog.
Foram substituídos por este
poema zero(?!)
:-)
bjs madalena

D. disse...

Olhas o redor e encontráras a resposta.

D.

poetaeusou . . . disse...

*
uma flor
na flor de pascal renoux,
,
bj,
,
*

Madalena disse...

Teresa, Adesenhar, D. , Poeta. Obrigada.

Hoje ainda estou triste pela morte de um colega.
Não sei escrever. Muito menos comentar.

Bjs. :)

pin gente disse...

quantas vezes o nosso dia se abre por outrém!
um beijo

O homem e a mente disse...

Deixe-me realçar, que o poema zero é zero, não por não ter valor, mas sim por simbolizar o início. adorei.

batista disse...

um belo poema para começar o dia. valeu!

uma beijoca fraterna.