30/09/2008

deus dinheiro

photo by Yuri Bonder



vejo a vida passar. nada me prende os olhos. flutuam


a verdade é um espelho envelhecido


a realidade. essa. invade-me os ouvidos sem nada ter de meu

não me movo. fumo o tempo. deixo que se consuma



só há um nome para os valores de agora. e não o digo


uso-o no essencial. se há resto, segue por outra vida fora




corre-me um rio de raiva. borbulha-me nos sonhos


já nem tu te sobrepões à força do caudal



fujo. escondo-me. como um animal


acossado pelo próprio instinto



fujo. fujo de quê? face ao valor maior eu nada sinto...


8 comentários:

pin gente disse...

aos poucos vou somando os prazeres de aqui vir ler-(te) e ouvir... levo uma paz apesar do que sinto das palavras.
talvez o tempo tenha é que ser consumido ou consumir-nos-á ele!

um abraço, madalena
luísa

Carla disse...

tão bom ler as tuas palavras cheias de força e que tanto dizem!
beijos

poetaeusou . . . disse...

*
deus dinheiro ?
,
é tão bonito,
o maganão . . .
,
bji,
*

tulipa disse...

AS vezes não sabemos do que fugimos...
um abraço
tulipa

batista disse...

apesar de dizer o contrário, dás o troco - com as palavras: tuas!

Betty Branco Martins disse...

.minha querida Madalena



lutar





palvras______traduzindo


LUTA!!!



com a força.e.magnitude.do.encontro.das.águas.__________do rio










beijO____C___CarinhO
bFsemana

bruno mateo disse...

É da crise!
Está tudo em crise. Até o dinheiro... nas bolsas de alguns... mas muitos.
Beijo e ri-te! Ou beijo-te e ri! Escolhe!

Madalena disse...

Obrigada amigos. :)

Mateo, o "deus dinheiro" não nasceu com a crise. Infelizmente.

Mas, rio. Com o teu beijo, não dele. Retribuo.

Beijos a todos e BFS.