Hoje e para sempre a coroação, com flores simples, iguais à amizade do povo simples que amaste e que te Ama.
Obrigada Raul Solnado e... até já!
RIP.
A crown for an Actor - by MagdaMontemor__________________________
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- "Não há um lado mau da vida: a vida é una" - Bernard Shaw photo - Ithaca by Arthur Durkee
A crown for an Actor - by MagdaMontemor
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"fragmento" foto de Marco Bragançafilhos de Abraão _ Isaque e Ismael
"Pesquisadores fizeram um estudo de DNA e comprovaram que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4.000 anos. Isso significa que a genética comprovou o parentesco bem próximo, maior que o existente entre judeus e a maioria das outras populações.
Segundo eles, quatro milênios representam apenas 200 gerações. Esse tempo seria muito curto para mudanças genéticas significativas. Os cientistas envolvidos no estudo também perceberam que, apesar da longa diáspora, as populações judaicas mantiveram intacta a identidade biológica. Eles afirmam que o resultado não apenas está de acordo com a tradição bíblica, como refutam a tese de que as comunidades judaicas atuais consistem principalmente de descendentes de convertidos de outras crenças."
Pois. Há lá pior que guerras fraticidas?
Há. Há simplesmente a Guerra - uma intenção eterna do homem. sobre a Terra.
piso outonos. sonoros. resmalhantes
todas as folhas de papel já escritas amarelaram. como a minha pele
enrugaram
ao sol de muitos verões quentes de vida alucinante. alucinada
alucino________ a verdade de sorver cada gota restante
vida________ a minha. única. irrepetível
gotas. as do suor de estar atento a cada som. a cada asa vibrante
meu tronco. minha força. meu segredo
minha esperança maior que deus quando chegar o medo
"Pai. porque me abandonaste?" - disse um Homem a um deus morto
entendo. mas família só sei de chamar Mãe, à Terra
e do teu último-recente olhar. que vi. silencioso. absorto
avanço no silêncio da noite e caio num sono sem pesadelos já. respirei fora. só me faltava isso. respirei fora o veneno que havia no fungo venenoso servido, com requintes, ao jantar.
"quem não sabe florestas não deve oferecer fungos". um último bocejo e o sono vence.
súbito a temperatura sobe. são quatro da manhã. a chuva cai como um rio em cascata e eu faço amor como quem reza ou chora de alegria.
lágrimas nunca soltas alagaram as margens. desaguaram no mar. a alargá-lo. pescadores naufragam em lágrimas de amor.
tinham de ser de amor as lágrimas presas nos olhos queimados. ressequidos. terra árida.
só o amor tem esse poder naquilo que fui-sou. o amor, não a palavra. impeço-me a palavra. lavo-me dela se insistem em dizer-ma. palavra gasta como lençol alheio. não me deito. não durmo em sonhos de outros.
disse-te - meu amor! e morri. a palavra amor morreu do mesmo jeito. ali. assassinada pela verdade de um sentir inigualável por mais anos que a Terra dure e o Homem sobreviva nela.
não é toda a verdade. a palavra morreu no puro instante em que a sussuraste pela primeira vez e acreditei. para sempre. acreditei como os santos acreditam em deus.
santificaste-me em amor.
o meu fantasma desce e sobe rios. diferentes todos. aguarda que o libertem do corpo. esqueceram-se do corpo. como pode isso ser? mas é.
e assim, tu alma eu corpo vamos fazendo a liquidez dos dias. até que numa hora. a certa hora desaguemos num infinito mar. mar dos amantes. o mar do reencontro. o mar de toda a vida por haver.