16/03/2009
21/02/2009
o nada.
escrever é abrir uma porta para lado nenhum
quem escreve chega ao nada de si próprio
os que lêem ficam a saber os nadas escondidos
nas palavras
então para que escrever?
porque, para lá do mergulho no vazio
da palavra
abaixo. muito abaixo. corre um rio
e a alma. agora. água congelada. branca
esconde-se da história
e atinge-se o absoluto e ansiado
não fazer parte de nada
dos tempos ou do Tempo.
16/01/2009
A culpa é de Mateso. :)

Mateso do a Artemus lá teve a gentileza de me escolher para um prémio. Bondade dela. :)
Ainda um dia me há-de dizer porquê... Muito Obrigada!
Bem isto tem sempre regras. Desta vou tentar cumprir.
- deverá ser atribuido só a mulheres: (que feministas! lol)
- copiar o prémio e colar no seu blog- fazer referência do meu nome e colocar o endereço do meu blog
- presentear seis Mulheres cujos blogs sejam uma inspiração para si
- deixar um comentário nesses blogs para que saibam que ganharam o prémio
- Cantochão
- Bettips
- Fragmentos
- Cidade Sitiada
- Pin Gente
- Era Uma Vez um Girassol
As outras Gentes que desculpem... regras. Bah!
Da primeira parte já escapei.
Vou correr a avisar as outras antes que esqueça.
29/12/2008
16/12/2008
hoje. rio solto.

depois da queda livre que hoje vivo vou precisar ecrever. seja isso o que for.
passe ou não de um juntar letras a ____ sentir.
06/10/2008
pianíssimo
a espera é um nome enrolado em tempo
tempo velho como manta de avô
a espera tem a medida de quem a vive
de tanto esperar sonho e falo contigo
fiz um poema longo que ainda me entoava ao acordar
"realidade.realidade.realidade...." pianíssimo agora - "realidade.realidade...."
entremeavas compassadamente - "facto.facto.facto"
ao despertar só me sobrara isto. a vizinha abriu-me para o dia
com o som odioso dos sapatos que a fazem parecer um elefante em pontas
tu esfumaste-te. com outro rosto já
facto? mas que facto? se o que tenho não é mais que ilusão
terceira idade da memória de querer. de ser. de desejar
eram só 6.30 da manhã. cedo demais para o banho matinal
tarde demais para readormecer. ficou-me mais um poema por viver.
11/09/2008
falta-me um livro
sacudindo a cabeça a atirar para fora dela uma vida assim, absurdamente, recebida .
o mesmo fiz. faço. com os livros que me são alheios ao sentir.
abro-o duas três vezes e não me prende mais do que o olhar. é a hora de o por de lado e dizer alto - este fica para a reforma. já está comprado e sempre há-de ser melhor que ler jornais na pastelaria da esquina.
sou esquisita em leitura. ou burra. mais por aí. se não entendo o que leio salto fora.
quero lá saber se o erudito que escreveu aquilo ganhou todos os prémios. quem sabe o nobel mesmo. se não entendo... não está em português.
isto tudo porquê?
ah. é que me faz falta um livro à antiga. escrito a sangue. um livro com as letras mais espessas que todos os aparos de canetas ou teclados de computador.
um livro que...
um livro música que sangre pelo meu diapasão de intensidade. de dor e... a tal palavra que não escrevo.




