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13/04/2009

som do meu silêncio

image by Katia Chausheva


tatuaram nas minhas costas. a chicote brando.

a dor da Natureza a morrer. e eu devia contar

mas não sei as palavras. esqueci-lhes o som. perdi-o no deserto

da cidade

no infinito deserto. pleno de ruídos de gente. ocupada

a ouvir o eco de si própria e nada mais. não. erro! há ainda

outros sons

de que serão? - são os sons de poder.

sons de mandar

silenciar.





não foi obedecer. - não aprendi isso! -

parei. no meio da cidade. apopléctica

atirei-me. eu-pedra. de encontro ao barulho. ensurdecedor!

do deserto real. de tanta gente feito!

estatelei.


foi aí que esqueci o por dizer da Natureza

e... calei-me. de vez!


sem cumprir o que era meu de servir à única Mãe
que nunca me falhou

falar de quê?



conto. apenas. por ser este o meu jeito.

02/07/2007

dureza. quente.

image at ibanorum.netfirms

descansando em pedras. dureza na carne, mas calor de sol. pausas necessárias ao continuar.

há pontes por sobre os rios que percorro. gentes sobre as pontes. vejo-as passar. aprendendo gentes aprendendo vida e morte num único lance dos olhos clareados , quase cor da água.

curioso: as gentes nem olham o rio. em que pensarão? passam, tão absortas, sobrecarregadas de mundo e de terra firme. como será isso?

não passo da margem. nem quero passar. hoje que já sei como viver na água não me quero em terra para não me sujar de negras ideias, de gente-negrume, de vozes ruído sem nada a dizer.

adormeço em pedras. que quentes que são quando foram expostas ao sol que ilumina tudo o que é da raça de ser e crescer!