image by Katia Chausheva
tatuaram nas minhas costas. a chicote brando.
a dor da Natureza a morrer. e eu devia contar
mas não sei as palavras. esqueci-lhes o som. perdi-o no deserto
da cidade
no infinito deserto. pleno de ruídos de gente. ocupada
a ouvir o eco de si própria e nada mais. não. erro! há ainda
a ouvir o eco de si própria e nada mais. não. erro! há ainda
outros sons
de que serão? - são os sons de poder.
sons de mandar

não foi obedecer. - não aprendi isso! -
parei. no meio da cidade. apopléctica
atirei-me. eu-pedra. de encontro ao barulho. ensurdecedor!
do deserto real. de tanta gente feito!
sons de mandar
silenciar.

não foi obedecer. - não aprendi isso! -
parei. no meio da cidade. apopléctica
atirei-me. eu-pedra. de encontro ao barulho. ensurdecedor!
do deserto real. de tanta gente feito!
estatelei.
foi aí que esqueci o por dizer da Natureza
e... calei-me. de vez!
sem cumprir o que era meu de servir à única Mãe
que nunca me falhou
falar de quê?
conto. apenas. por ser este o meu jeito.
e... calei-me. de vez!
sem cumprir o que era meu de servir à única Mãe
que nunca me falhou
falar de quê?
conto. apenas. por ser este o meu jeito.
