
não estou no presente não vim do passado
não sou do futuro já me foi negado
não trago recados nunca fui profeta
e não sei sequer o que é ser poeta
fui mulher fui mãe agora o que sou?
tenho a alma fria tenho a cama fria
tenho o sonho morto a vida vazia
nem sei para que vivo não sei porque morro
não tenho uma causa para meu socorro
sei que fui mulher cheguei a ser mãe...
agora o que espero não vem, só demora
agora o que quero não tem certa hora
de onde vim eu? ao que vim? porquê?
nasci para morrer então não se vê?
cumpri o destino fui mulher fui mãe
morte, não demores que eu cansei. cansei!
9 comentários:
se o destino é a morte, não preciso também de muito mais para a desejar
Um rio de Fé, pois claro!
Espero que a morte, antes de chegar, pare num milhão de tabernas! :)
Quanto mais vivemos mais sabemos como viver... é uma obra sempre por acabar.
Beijo.
António
*
eu sinto,
porque vivi,
insatisfação no presente,
das carencias do passado,
na desesperança do futuro,
,
conchinhas
,
*
Então amiga e eu a pensar que tu simbolizavas a vida...tal como este rio que te serve de passadeira...
Doce beijo
Olá. Obrigada a todos.
Profeta quantas vezes será preciso dizer que isto não é um diário? :)
Ele há dias e... ele há dias.
Beijos, amigos.
Um poema belissimo sobre a vida e a morte e ...ele há dias!
Minha querida Madalena, daqui vai um grande beijinho!
A nossa passagem efémera.
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