há tanto tempo esperas. sem repouso
serão anos. milénios? não sei bem
sei dos teus braços abertos para mim
desde que o universo nos fez separar

e eu não te segui. que nem podia. pensava não poder.
prendiam-me as raízes que afinal não tinha
os loucos e as aves não deixam na terra mais que penas
próprias. o mais do tempo é deles. para voar.
perdoa meu amor. ainda não sabia. é tarde já?
não deixes cair agora os braços. não agora
que sei. e nem as penas solto. para ninguém lembrar
7 comentários:
... os loucos e as aves não deixam na terra mais que penas próprias. o mais do tempo é deles. para voar.
Tão lindo, Madalena, tão!
Beijo.
quemadrinha!
consegues com o teu azougamento ultrapassar.me ,o que é difícil ,mas é muitíssimo bom sinal
estás viva
e
continuas cada vez melhor
uma escrita que ,de dia a dia ,se aperfeiçoa
.
um beijo
[ muito encharcado porque é só o que apetece com este calor..... ]
Não há rios iguais nem penas
mas tu meu amor não temas
que um dia os rios vão-se encontrar
e então meu amor eu vou-te amar*
*Rima construida com os pedaços de prosa e de música deste simpático lugar. Bjs e óptimo domingo!
Mateo, Muito obrigada. :)
Maria Gabriela, força da amizade esse falar de aperfeiçoar. Eu já não tento aperfeiçoar nada. Nem o Mundo, ;) Bjs
Legível, Obrigada pela síntese em verso. É isso mesmo.
Bom domingo a todos| :)
o bom das águas é o encontro.
lindo texto!
beijos
della
O bom da água, Della, é a sua enorme capacidade de dissoluçãp. (ou será limpeza?)
Bjs
Obrigada :)
*
penas perdidas,
esvoaçantes,
vividas,
,
conchinhas
,
*
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