escondi-me. com silêncios de ave. tanto tempo
já nem corria rios. ouvia-os só. ali ficava. parada. como o medo
esperava a palavra. (outros esperam o pão)
contemplava a jóia. a única que queria vislumbrar
contemplava a jóia. a única que queria vislumbrar
havia uma árvore. recordo. conhecia-me bem e ao meu olhar___ te
não cansei. não me canso se acredito o que sinto
a árvore. essa sim. envelheceu primeiro e a dizer-me: - vai. não vale a pena
certo só tens a morte. vive a vida.

hoje a árvore é um tronco. azul. a destacar-se de outras árvores
caídas no caminho dos rios imparáveis
onde estará a coroa que criei para ti e não quiseste usar?
não sei. nem porque perguntei. fossilizou talvez
é tempo de seguir. de voltar a nadar
fotos de madalena pestana
4 comentários:
Sabes que me pareceu ver... na árvore morta/azul... ramos tenros/verdes?
Será também da minha vista?
Ai as cataratas... dos rios!
Beijo.
entrega teu corpo ao rio cujas águas seguem a caminho de uma foz.
nada ao sabor da sua corrente. não contra ela.
se o cansaço te tocar a pele deixa-o nadar a teu lado. não vencer-te. pára! flutua ao sabor do vento que as águas empurra. continua. o tempo não te espera. só quando atingires a foz saberás se o fizeste com atraso.
um beijo
luísa
Era lindo que tivesse criado raízes....
mas criamos nós, enquanto cá estamos, mesmo desiludidos, mesmo amargurados.
beijinho
Beijos, Amigos. Oiço o que todos dizem/escrevem com a maior atenção e carinho e... aprendo. Sempre.
Bom resto de semana. :)
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