
a porta que fechaste abri-a eu com a imaginação. não para escutar ou ver fosse o que fosse para o dentro da história que não era a minha nem será. pouco me importava na altura se era do futuro que se tratava ali...
só vi a tua mão estentida e quis prendê-la. o meu nome. essa voz. a tua voz! e o mundo estremeceu. que queres que faça?
mas a porta fechou-se e eu não resisti - atirei-me a ela com a força do sonho e projeitei-a escancarada para bem fora dali. fi-la soltar dos gonzos. todo o mundo se nos abriu num ápice e fomos agarrar a tempestede os dois. lá fora. abraçados. recordas?
e o encantamento (adormecido à força) despertou. desta vez o beijo foi tão lento que as bocas se fundiram de calor.

image by SilvesterCat
cresceu a tempestade. nós ficámos. nem a água que transbordou dos rios e inundou as ruas da cidade apagou a nossa felicidade da calçada
na nossa dança à chuva, sem descolar os lábios, fomos a juventude que não há.
não será o pesadelo de acordar ou o mundo a cercar-me a apagar de novo o teu sabor da minha boca.
grande o momento em que fechaste a porta.
meu amor, que beleza tem o poder de sonhar!
6 comentários:
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és a non ?
não acredito . . .
E porquê, Poeta? diferença de estilo ou falta dele? :)
romany, não sejas tonta! Estilo tens, sempre tiveste!!
Nem todos reconhecem-te de imediato :)
e mais uma vez gostei bastante do que li. Vieste com a chuva, como sempre. Há muito tempo que náo te lia e tinha saudades!
beijos
Lindo o teu blogue, lindo o teu poema, lindo, lindo!!!!!!!!!!!!
Parabéns.
Beijinhos,
Fernandinha
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quantas das vezes
quis "entrar",
mas o respeito
pela privacidade, dos outros,
a sensação de estar a mais . . .
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jino
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Olá Teresa: beijos, saudade e um sorriso. :)
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Fenanda, muito obrigada. :) Bjs
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Poeta, a privacidade guardo-a para mim, não faço diários na net. A fantasia... ah essa é livre e solto-a :)
Bj
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