
descansando em pedras. dureza na carne, mas calor de sol. pausas necessárias ao continuar.
há pontes por sobre os rios que percorro. gentes sobre as pontes. vejo-as passar. aprendendo gentes aprendendo vida e morte num único lance dos olhos clareados , quase cor da água.
curioso: as gentes nem olham o rio. em que pensarão? passam, tão absortas, sobrecarregadas de mundo e de terra firme. como será isso?
não passo da margem. nem quero passar. hoje que já sei como viver na água não me quero em terra para não me sujar de negras ideias, de gente-negrume, de vozes ruído sem nada a dizer.
adormeço em pedras. que quentes que são quando foram expostas ao sol que ilumina tudo o que é da raça de ser e crescer!
8 comentários:
Obrigado pela visita, o teu espaço nasce sobre o domínio das águas...o azul predominante que varre o seu celeste foi tirado da paleta de um mestre pois tal é a intensidade que quase se diria irreal...
Na honra de te ter no meu espaço, espero-te em cada manhã...
Doce beijo
Obrigado eu. O teu espaço é um mistério bom de desvendar.
Este nao passa de um balbuciar.
Voltarei com alegria ao teu. Beijo
Molho-me nas águas do teu pensamento.
Até outro instante.
Romany
No meu mergulho... não vou tão fundo. Tenho à margem, desse lugar para retornar.
Chove, agora, muito, enquanto respiro suas palavras.
Bru
Eu nas tuas, "Louco".
A chuva aumenta o caudal dos rios, Bru.
Um blog inteligente.
Belo texto. :)
Obrigado, adesenhar.
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