aprende-se a nadar seguindo as aves, não os peixes. olhando bem para o alto. as aves não navegam rios ou mar. navegam infinito.
um golpear vazios com direcção. eu aprendi assim. outros não sei.
vi-as subir em mergulhos difíceis - para cima. depois fechar as asas e descer. sempre o peito para a frente a enfrentar batalhas contra moínhos-gigante, como eu. Quixotes naturais sem escrita prévia.

image by christina hope-water listen
descubro sons, grutas. o que comer. a água doce alivia-me a dor de não ter asas maiores do que as do sonho.
enrosco-me em concha num prazer uterino. sou. viva. inteira, no mergulhar em mim.
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