- sim mas já estão gravados. Fátima não é bem a luz que me alumia, sabes isso.
- nem a mim. mas não voltei lá desde que ia passear a mãe a casa da Lúcia. assim aproveito e visito as antigas criadas. faço-as felizes.
- bem, se precisa, vamos.
- não se você não quer.
ah, tanta educação às vezes dava vontade de explodir como naquele dia - podias ter começado por perguntar primeiro!
muitas orações, reuniões, meditações e vias-sacras depois, comigo a servir de voz na contemplação dos mistérios, lá nos arranjaram um quarto decente. estava exausta. bem precisava, agora eu, dormir. mas o corpo dele precisava do meu. estava eufórico. cortar-lhe a rara felicidade, esteve para mim fora de questão. na dúvida de ter esquecido a pílula tomei outra.
e nesse dia engravidei.

quando se pede um milagre não se pode escolher qual. aprendi.
depois do choque incial pelo imprevisto (e foi bem grande). imaginei uma filha nascendo com uma pílula na mão a rir à gargalhada. a filha tenho-a. saudável. reguila. atrevida. peremptória no acto de nascer e de viver. a pílula deve tê-la perdido lá nos rios-misteriosos-regaços por onde navegou até a poder ver. eu ri.
mas a Fátima não penso voltar. não vá a santa, carregada de jóias, tecê-las outra vez.
*
ao acabar de ler isto apetece-me com urgência um café. imaginar Maria em Fátima é difícil. mas contado por ela ... tenho de acreditar.
5 comentários:
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para mim,
curtinha, sem açucar . . .
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um ji
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Hoje dei por mim a pensar
Para onde correm os teus anseios
Repousa a tua imensa saudade
Uma lagoa que abraça os ribeiros
Bom fim de semana
Doce beijo
Pois... os milagres!
Beijo
Your blog is very nice:)
Muito obrigada a todos.:)
Permitam que saúde com especial alegria um amigo profeta que julgava ter perdido de vista. aleluia.
thank you too, Mustafa. :)
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