16/10/2007

vida de papel


    image by Januaz Miller



    tantas vezes perdida tantas vezes achada . como um papel que parece esconder-se baixo ao nosso olhar, mas sempre ali.

    sim duvidei. quando a arca que faltava não era para abrir. ainda não. era a mim que cabia. senti-me cansada como se tivesse sido eu a carregar o peso do silêncio tantos anos a fio.

    não. não duvidei dela. não me tinha falhado como amiga nunca. também nunca se impunha. sabíamos apenas que ela estaria lá. não era egoísmo. era assim que nós nos entendíamos todos até ela desaparecer.

    desapareceu porquê? até eu me perguntei às vezes. ela que tanto se lhe dava falar horas a fio como ficar a ouvir-nos desabafos de gente, sem hora de fechar.

    duvidei. não duvidei? já nem me entendo. seja o que for é hora de abrir a arca e de a reencontrar.

    9 comentários:

    Madalena disse...

    Aos poucos que resistiram ás minhas mudanças de blog sem aparente razâo (mas existente), vai o aviso: isto é amodos que a continuaçao do Vida de Papel. Por isso continua...

    Só é masoquista quem quiser e não se incomodem a comentar que eu sempre faço o mesmo muitas vezes, leio e sigo.
    Bjs amigos. M

    daniel sant'iago disse...

    Em maré de ajuste de contas... contigo?
    Bom dia, Madalena!
    Até sempre...
    Beijo

    Fernanda e Poemas disse...

    Olá Madalena, linda postagem!!!
    Deixo-te muitos beijinhos.
    Fernandinha

    Madalena disse...

    Daniel, com aquela excepção dois posts abaixo, há muito que só ajusto contas comigo, aos outros faço questão de pagar a pronto. :)
    Bj Obrigada

    ::::::::::::::::::

    Fernadinha, obrigada pela simpatia das palavras. :)
    Bjs

    Rui Caetano disse...

    Blogue fantástico. Adorei. hei-de voltar. As dúvidas chegam-nos à nossa vida dia a dia, mas é desta forma que nos vamos juntando a nós mesmos, é com dúvidas, perdidos e achados de pequenos nós que nos vamos desenrascando das vicicitudes dos dias.

    Era uma vez um Girassol disse...

    Eu sabia, minha querida Madalena, ela não poderia desaparecer, tão forte, tão verosímel, tão emotiva!
    Estou tão contente...por ti!
    Não há rios iguais e ainda bem!
    Porque é na diversidade que o encontro é enriquecedor...
    Cada um com os seus rápidos, os seus leitos, as suas quedas, as velocidades de piroga...!!!
    Beijinhos da flor

    Teresa Durães disse...

    vim, li. não sei se entendi tudo. mas li e vim

    Madalena disse...

    Obrigada amigos. A uns pela resistência. Outros: sejam bem vindos ao espaço da loucura. A todos agradeço o carinho das palavras.

    (Mana-Teresa, tu entendes sempre. Só te convences que não.)

    Bjs

    poetaeusou . . . disse...

    *
    éh, pessoal,
    chegou a non,
    ,
    ji
    *