16/10/2007

rio. e a outra margem.


    image by Hedy Lamarre

    e o rio corre com a nossa vida dentro. como nos outros dias. corre e arrasta tudo no caudal. lava. liberta os depósitos que sujavam as margens.

    um rio tem duas margens - a nossa e a dos outros e ainda que vistas da distância pareçam semelhantes, nunca o são.

    mas interessa é o rio que corre. o rio que corro. o rio que corre em mim e me liberta e limpa de passados. o que importa é viver. não sem sofrer eu sei. a vida é isto: uma dose de amor, outra de dor. a vida é. e pronto.

    o rio segue.

    6 comentários:

    della-porther disse...

    Amiga querida

    Corre sim o rio e ainda bem que corre. E leva tudo e nos alivia com sua água limpa.
    Bom vir aqui e ler-te.
    que seu rio continue a correr com mais doses de amor.

    beijos... como águas carinhosas.

    della

    Madalena disse...

    Obrigada Della. :)
    Bjinho

    jotabloguer disse...

    Madalena:Este teu texto é lindo e com muito simbolismo.Mas o rio nunca se pode divorciar das suas margens, afagá-las, outras vezes romper por elas quando os seus caudais vão revoltos de caminho para o mar...
    Eu volto para atrvessar as águas deste rio!
    Kiss!
    Jorge madureira

    Madalena disse...

    Obrigada José Madureira.
    Claro que não se divorcia das margens. Mas nem sempre as margens limitam o caudal. E as enxurradas são fertilizantes. :)

    poetaeusou . . . disse...

    *
    olhando em volta,
    há um deserto,
    e
    um rio seco,
    em,
    seca vida
    *
    ji
    *

    Madalena disse...

    O deserto é outra forma de mar. O mar é a direcçao dos rios. O seu sentido último,Poeta. :)